21 de ago. de 2009

O esperado dia do eclipse

No dia 17 de agosto de 1989, a Lua se apagou completamente no céu. Quatro dias depois (21), Raul Seixas partiu numa viagem interestelar – como dizem alguns fãs. Coincidência ou não, no dia 25 daquele mês a sonda espacial Voyager 2 chegou ao planeta Netuno...

Raul, diferente do que as reportagens de hoje vão dizer, foi além da música. Questionou o Universo, o Homem, a Fé. Formou e informou muita gente do que é o início, meio e fim deste mundo que não quer parar. Contou das coisas que viu, leu e aprendeu – ensinou assim.

Alguns o chamaram de profeta do apocalipse, outros acusaram de todos os tipos de bruxaria. Provavelmente teria sido queimado vivo nos tempos da inquisição. Um alquimista das palavras. Raul experimentou este mundo, sem frescura. Avisou que só o entenderiam “no esperado dia do eclipse”. Talvez por algum motivo que ele já soubesse, talvez aquela tal “velocidade da luz pra alcançar”.

Hoje, 20 anos depois, Raul ainda é citado, cantado, pedido – “Toca Raul” até virou tema de música –, e continua abrindo cabeças, lembrando ideias quase esquecidas por aqui.

Naquela semana em que a Lua se apagou, seus fãs disseram “até a próxima” e até um repórter compartilhou e sentiu aquela despedida (vídeo). No dia 31, ainda em 1989, o Sol também se apagou.

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