21 de dez. de 2010

Amanhece em Buenos Aires


BUENOS AIRES, ARGENTINA — O Sol começa a aparecer no leste portenho. No saguão do aeroporto espero a hora de voltar para casa.

16 de dez. de 2010

Protestos em Buenos Aires


Protestos constantes invadem o centro da capital argentina. A Plaza de Mayo é o alvo da maioria deles. Alguns tornam-se acampamentos.

Direto da Plaza de Mayo

Polícia protege área da Casa Rosada – sede do governo argentino.

Do outro lado da cerca, o povo.



Personagens



Leia também o artigo "A crise que não deixa a Argentina"
Fotos: Anderson Paes

15 de dez. de 2010

A crise que não deixa a Argentina

BUENOS AIRES, ARGENTINA — Crise econômica, política e agora uma crise social. A República Argentina tem vivido uma constante mudança de humor nos últimos anos. Recentemente o Governo de Cristina Kirchner tem enfrentado críticas sobre a liberdade de imprensa e confrontou veículos de comunicação. Numa Argentina pós-crise econômica, com câmbio desvalorizado, os reclames surgem cada vez mais nas ruas.

Com grande parte da população na região de Buenos Aires, a pobreza e o desemprego aparecem nas praças e nos parques. Protestos constantes invadem o centro. Plaza de Mayo é o alvo da maioria deles. Alguns tornam-se acampamentos: “Mil dias conscientizando o povo de que há uma história que se segue negando”, diz uma das faixas em nome de herdeiros da guerra das Malvinas.


Protesto por trabalho e moradia, seguindo para a Plaza de Mayo. (Foto: Anderson Paes)

Mas foi com a decisão de retomar áreas invadidas por sem-terra que a crise social se agravou. Uma delas no Parque Indoamericano, dentro da Vila Soldati, reduto de imigrantes – a maioria bolivianos. A polícia então tentou cumprir a ordem de despejo no Parque, onde estavam cerca de 5.000 pessoas – conflito que deixou mortos e feridos. Para piorar ainda mais a situação, o chefe de governo da capital Mauricio Macri culpou a imigração ilegal pela desordem, com certo teor de xenofobia segundo a imprensa local.

Para o jornal Página 12, as palavras de Macri levaram ao conflito entre as vilas: os argentinos da Vila Lugano e os imigrantes da Soldati entraram em confronto – deixando mais feridos e promovendo mais atos de xenofobia. O jornal definiu como a “batalha entre pobres e ainda mais pobres”. As vilas são “equivalentes às favelas brasileiras”, diz o motorista Jorge Ramos.

A fala do mandatário portenho também fez com que a embaixadora da Bolívia na Argentina, Leonor Arauco, pedisse uma retratação pública do governante.

No fim da tarde de ontem (14) um acordo entre os governos de Buenos Aires e da Argentina era firmado para estabelecer regras para um processo de assentamento, financiado por ambos.


Outro problema

Lixo espalhado começa a tomar a frente de unidade do McDonald's. (Foto: Anderson Paes)

No centro da cidade o lixo faz parte do problema. Catadores de papel, alguns deles agora moradores de rua, reviram e espalham o lixo pela calçada em busca de recicláveis. A estudante catarinense Diulliany Rosa, que vive em Buenos Aires, conta que as praças também foram cercadas durante a noite, para impedir que os moradores de rua permaneçam por lá. “Agora eles estão na rua, literalmente, e as praças ficam fechadas à noite”, relata a brasileira.

1 de dez. de 2010

Um outro 'Inimigo do Estado'

No último domingo (28) o site Wikileaks revelou informações confidenciais trocadas entre embaixadas e o governo dos Estados Unidos. O que deixou muita gente mal na foto e gerou um clima constrangedor para outros – principalmente para os americanos.

O Irã se viu cercado de gente que finge não querer uma intervenção militar ou invasão, quando na verdade muitos pedem por isso.

A China, até então grande aliado da Coreia do Norte, cogita a união da península coreana com ventos que sopram do Sul.

Do Brasil falam de um jogo duplo, de um jeitinho diante do terrorismo para não prejudicar a imagem do país – eis o interesse nacional? Até de uma "paranoia" que envolve Amazônia e ONGs.

Mas o caso todo vai além da diplomacia e da "fofoca internacional", como alguns já dizem que se tornou.

O responsável pelo Wikileaks, Julian Assange, é agora procurado pela Interpol por um suposto crime cometido na Suécia. O site tem sido atacado constantemente e ora até fica offline. Há até quem peça o assassinato de Assange.

No fim parece que estão a escrever o roteiro de um filme, ironicamente americano, com toques de "Inimigo do Estado" (1998). Com tantos segredos por vazar, todos são capazes de tudo – o que também pode vir à luz futuramente. Como alguém disse certa vez: segredo entre três, só com os outros dois mortos.

"Não consideres que valha a pena proceder
escondendo evidências, pois as evidências
inevitavelmente virão à luz"
Bertrand Russell

Das revelações do Wikileaks até hoje, uma das que mais chamaram a atenção foi o vídeo, a seguir, onde jornalistas são assassinados por militares na guerra do Iraque:

Parte 1


Parte 2