22 de ago. de 2011

Caminho para o Aeroporto

A BR-101, apesar da duplicação, nem sempre será o caminho mais fácil para o Aeroporto em Jaguaruna. Do centro de Tubarão rumo ao futuro aeroporto regional, segui até a cidade vizinha com um GPS em mãos. Por um caminho alternativo.

Deixando a cidade pelo bairro Congonhas, o caminho tem pouco mais de 15 km de estrada de terra até chegar à nova e bem conservada estrada municipal de Jaguaruna. Com as devidas obras de pavimentação (e pontes), o tráfego leve traria conforto e segurança para os que seguem para o aeroporto no município vizinho e preferem evitar os riscos da BR-101 – especialmente nos períodos em que nem a duplicação consegue desfazer os engarrafamentos e impedir a lentidão.



Neste trecho alternativo o caminho tem 33 km, percorridos em aproximadamente 50 minutos, com velocidade média de 45 km/h, o que em condições apropriadas – com pista pavimentada – poderia atingir os 80 km/h, como já funciona em Jaguaruna, reduzindo o tempo para menos de 30 minutos. Uma diferença que pode evitar as eventuais horas perdidas com engarrafamentos na 101.



Pelo caminho “oficial” o percurso poderá ser feito em cerca de 15 minutos, em condições normais de tráfego e com a rodovia pronta – com velocidade estimada em 110 km/h. Mas para o tráfego se tornar pesado na rodovia federal basta um feriado ou qualquer interrupção. O mesmo acontece durante a temporada de verão, por muito mais tempo.

As obras de duplicação da rodovia federal seguramente passarão de 2013. Já o Aeroporto, que ainda necessita de repasse de verbas da União segue sem data definida – apenas especulações.

O saguão


Obras de acesso ligando o Aeroporto à BR




Fotos: Anderson Paes

18 de ago. de 2011

Novas marcas no chão

Passa das 2h e o silêncio no centro da cidade é quebrado pelo ruído de um compressor. Ao lado de um pequeno veículo, com equipamento de pintura na carroceria, quatro homens trabalham na remaracação das vagas de estacionamento de Tubarão (SC).

A previsão é de que até outubro o novo sistema de estacionamento rotativo comece a funcionar na cidade.


Equipe trabalha na Rua Padre Bernardo Freuser




E como pode algo tão pequeno fazer tanto barulho?


Fotos: Anderson Paes




14 de jun. de 2011

O problema maior: Educação

Hoje li o artigo "Especialista diz que uso excessivo do carro gera comportamento violento", da jornalista e ciclista Natália Garcia.

O que me levou a pensar no problema maior que há no trânsito daqui: Educação.

Em 2010 morei na cidade de Vancouver (Canadá), que nas devidas proporções pode ser comparada a Curitiba. Lá o trânsito é leve e flui na região central. O tráfego é maior nos bairros. Para circular no centro da cidade, a maioria das pessoas usa o SkyTrain e ônibus elétricos (em quantidade suficiente).

Pedestre e ciclista têm prioridade (mesmo com o sinal verde). Em todo o mundo desenvolvido há uma consciência coletiva que não há por aqui. O fator educação e respeito diz tudo.

Resolve-se o problema primeiramente com educação. Que sejam educados também os que executam os projetos – para que tenham respeito com a população e utilizem o dinheiro de forma correta.

Mas, assim como no trânsito, o brasileiro parece ter pressa demais para repensar o cotidiano e esperar resultados (e não confia nos que deveriam apresentar tais resultados). Mudar hábitos leva tempo – exemplo da Coreia do Sul.

O país do futuro às vezes trafega pela contramão.


* Vancouver foi sede das Olimpíadas de Inverno de 2010. Mais um exemplo para o Brasil em tempos de planos para Copa do Mundo e Olimpíadas.

10 de jun. de 2011

Um país neutro: Brasil

"Resolução contra Síria pode agravar tensão no Oriente Médio, diz Patriota" e o Brasil se abstém. O país que desde... "sempre!" quer uma cadeira mais confortável no Conselho de Segurança das Nações Unidas mais uma vez prefere não votar.



Pois, este mesmo país, que quer ser ouvido e decidir, não é de tomar partido. E como é da natureza brasileira, que prefere contornar as situações, sugeriria uma outra atitude em relação aos demais países. Uma atitude de país sério e que pode ser, na mesa deste jogo internacional, uma grande cartada: declarar o Brasil um país neutro.

Como disse, atitude de país sério, como: Áustria, Suíça, Finlândia e Suécia. O Brasil, que apesar de ter estado em duas guerras internacionais (apenas uma moderna), sempre teve um perfil pacífico – e muitos problemas internos para resolver. Diante do mundo, esta pátria poderia dizer-se livre de guerra e anti-qualquer coisa que proponha conflito.

Uma campanha pela neutralidade das nações – utopicamente falando –, traria seguidores, mudaria pensamenos, estimularia novas ações. Esta seria uma atitude sincera e convidativa às nações amigas. Aliás, da história citada no início deste artigo Argentina, Chile e Peru também se abstiveram.

E sejamos realistas, há tempos somos neutros... (pra não dizer café-com-leite). Uma das maiores economias do mundo, numa situação tranquila, declarando-se a favor do diálogo, da diplomacia, daria uma bela campanha publicitária promovendo um novo status internacional. Ainda assim exige que se tome partido!

O Brasil vai ensinar ao mundo Cazuza

6 de jun. de 2011

Parque da Pedra do Frade

E se o Morro da Pedra do Frade virasse um parque?



Sim, um parque ambiental ou de qualquer outro nome. Um parque cercado, vigiado e de acesso controlado durante todo o ano. Poderia haver por lá iluminação especial para a Pedra do Frade e um caminho seguro para os turistas. No verão o Parque da Pedra do Frade poderia ter cobrança de ingresso, como fazem na Casa de Anita, e estaria aberto ao público também por algumas horas da noite.




Hoje o local é uma área de acesso completamente livre e sem qualquer fiscalização. O que dá margens ao vandalismo e à destruição – a exemplo das pichações nas pedras.

Em muitos países, lugares assim ganham o status de patrimônio ambiental, são preservados, controlados, e, contribuem para o desenvolvimento. Além desse pensamento, teríamos, ao lado da Serra do Rio do Rastro e Farol de Santa Marta, mais um cartão postal bem tratado no Sul de Santa Catarina.



Fala-se em 9 metros de altura por 5 de diâmetro (sem fonte oficial) apoiados de uma forma um tanto intrigante.

Mais sobre a Pedra do Frade
Numa breve consulta ao Google você encontrará mais dúvidas que respostas. Teorias. Pessoas que acreditam ser obra de civilizações antigas, por exemplo – pouco antes de chegar ao local da Pedra do Frade há outras pedras, menores, que aparentam estar espalhadas com certa organização.

Há também quem diga que pode ter sido este o primeiro marco do Tratado de Tordesilhas, assinado em 7 de junho de 1494, quando Portugal e Espanha "dividiram" o mundo.

Isso tudo supondo uma intervenção humana. Talvez seja apenas natural!
Qual a sua teoria?


Fotos: Anderson Paes

4 de jun. de 2011

Fim de tarde na praia

O inverno se aproxima e o Sol se põe.

LAGUNA, SC, BRASIL — Fim de tarde na praia. Temperatura: 15°C.




Fotos: Anderson Paes

30 de mai. de 2011

Nas ruas de Londres















Fotos: Anderson Paes / Agosto 2010

27 de mai. de 2011

A cidade de Tubarão nos próximos 50 anos

No aniversário da cidade, o que os moradores esperam do futuro da região



Dia 27 de maio de 2061. A cidade de Tubarão, agora com 191 anos, segue de mãos dadas com o progresso. O número de habitantes está próximo dos 150 mil. A Avenida Marcolino Martins Cabral agora tem sentido único e vai do Bairro Passagem até Oficinas.

As novas pontes permitem a travessia do rio em vários trechos, onde a Expedicionário José Pedro Coelho se tornou uma grande avenida – também de mão única –, seguindo o curso do rio.

O espaço do antigo aeroporto virou parque público, com um grande campo gramado e ciclovia, quadra poliesportiva, mesas para piquenique. As margens do rio também ganharam tratamento de área de lazer.

E por falar em rio, o rio Tubarão conta agora com um sistema de Aquabus, uma espécie de barco de transporte de passageiros que permite cruzá-lo e também percorrê-lo com passagens por vários pontos de parada. Existe também o passeio até a lagoa de Santo Antônio dos Anjos, no centro de Laguna. Um programa de despoluição trouxe de volta alguns tipos de peixe.

A cidade, desde 1974 traumatizada com a enchente, encontrou soluções para lidar com as cheias da bacia do rio Tubarão. Pequenas barragens e canais paralelos, que permitem que o rio flua naturalmente e absorva a força das águas para gerar eletricidade, foram instalados em parceria com os demais municípios por onde o rio passa.

Em Jaguaruna, o aeroporto regional passou a ser parte do cotidiano da cidade azul. O acesso via Congonhas se tornou a melhor alternativa para os momentos de trânsito pesado na BR-101, uma vez que por aqui a realidade automobilística ainda não alcançou o que há de mais moderno no resto do mundo.

Mas o que nos trouxe a esse futuro foi, principalmente, o investimento em segurança e educação. População que vive em paz e tem conhecimento trabalha tranquila e aumenta a produção, permitindo que a economia da cidade continue a crescer.

O trecho acima é a visão de um futuro possível para o município de Tubarão, baseado nas ideias que tubaronenses demonstraram em conversas sobre o desenvolvimento da região. Apesar dos problemas crônicos dos dias atuais, como os do trânsito, segurança e meio ambiente, a população é otimista e critica principalmente as atitudes políticas para que a região possa progredir. Também lembram assuntos que merecem a atenção desde já.

"Segurança, parque de lazer e trânsito melhor para os próximos 10 anos, no máximo", é o que espera o jornalista tubaronense Gabriel Guedes, que reside no Rio Grande do Sul.

Guilherme Marcon, advogado e professor universitário, está "preocupado com a segurança: aumento do tráfico, homicídios, furtos e roubos”. Marcon comenta que “há cerca de cinco anos só convivíamos com os crimes pela mídia" e espera atitudes imediatas para estes casos. Para o futuro da cidade aposta no Comércio e Indústria, que para ele "estão no caminho certo", e sonha ainda ver Tubarão com locais públicos de lazer e um forte time de futebol: "É o que o povo gosta. Tubarão já teve um dos melhores clubes de Santa Catarina, que sempre chegava nas finais e teve aquela campanha memorável na Copa Sul-Minas". O advogado lembra ainda das águas termais da região e de Willy Zumblick: "Com a duplicação (da BR-101), a região estará mais acessível: as fontes de águas termais, o Museu Willy Zumblick, poderão receber mais visitas", acredita.

"Desejo sempre me orgulhar da cidade onde eu nasci. Espero que prospere ainda mais e que as lideranças (políticas) trabalhem para trazer indústrias fortes, empregos para a região."
Vitor Sandrini Castelo Branco, agrônomo

Educação também está entre os pontos lembrados pelos moradores. A Professora Helena Schmid, da Escola de Educação Básica 'Manoel José Antunes' diz que "há sempre o que melhorar em relação ao ensino público, principalmente nas séries iniciais, mas alguma coisa já está sendo feita – o uso de material didático e a capacitação constante de professores” e espera “que o futuro seja ainda melhor, que a sociedade invista na educação desses jovens para que assim se crie melhores oportunidades de conhecimento e desenvolvimento". Helena ainda ressalta: "É preciso investir no professor. Não se pode esperar que a educação melhore sem pensar naquele que manipula suas ferramentas, que interage na sociedade".


Vista da Avenida Marcolino Martins Cabral

Nesse conto de ficção tubaronense, podemos imaginar ainda uma cidade com representatividade suficiente para não depender de barganhas e eternas reuniões para captar investimentos. Dívidas bem administradas para os resultados de médio e longo prazo que a população aguarda, independentes do intervalo entre eleições. Um sonho tubaronense, bastante esperançoso para as próximas décadas.

Fotos: Anderson Paes
* Durante a primeira semana de Maio foram ouvidas 12 pessoas de diferentes bairros da cidade.

26 de mai. de 2011

Repórter Fotográfico no Cinema

Jornalista é figura fácil no cinema. Filmes como Todos os homens do presidente, A Caçada, O Jornal, Nos bastidores da Notícia, por exemplo, retratam alguns tipos desses profissionais.

Mas o personagem do repórter fotográfico costuma ter uma realidade diferente, inclusive nos filmes. Levam uma vida mais realista, talvez por poder retratar uma "verdade" crua. Não têm que se explicar com palavras – nem evitar a opinião.

Separei alguns personagens de alguns filmes que vi e revi. Personagens que vivem conflitos parecidos e ao mesmo tempo diferentes: as contas para pagar, a objetividade, a sobrevivência, a "realidade".


Reprodução / ©Metro-Goldwyn-Mayer Studios Inc.

Sob fogo cerrado (1983): Nick Nolte vive o repórter fotográfico Russell Price, que se vê envolvido com a guerrilha que luta para livrar a Nicarágua da ditadura militar. Tudo isso após o assassinato de Alex Grazier (Gene Hackman).




Reprodução / ©Miramax.

Cidade de Deus (2002): Alexandre Rodrigues é Buscapé. O rapaz da favela Cidade de Deus que sem querer vira fotógrafo de um jornal do Rio de Janeiro. Encarando o medo e as oportuniddes.




Reprodução / ©Metro-Goldwyn-Mayer Studios Inc.

Salvador (1986): James Woods é um jornalista desempregado e com contas para pagar. Decide ir até El Salvador, como freelancer, durante a ditadura militar para tentar vender algum material. É a vida!




Reprodução / ©United Artists.

Apocalypse Now (1979): Dennis Hopper é um repórter fotográfico, não nomeado no filme, que decidiu seguir o Coronel Walter E. Kurtz – uma pessoa que mudou ao viver a guerra e montou um exército popular independente.




Reprodução / ©Sony Pcitures

Homem-Aranha (2002): Tobey Maguire encarna Peter Parker, o super-herói que também tem contas para pagar. Vende auto-retratos e algumas outras imagens para um jornal. Ficção, mas o editor é bem realista ao pagar pelas fotos.

25 de mai. de 2011

Um distrito, uma cidade



O distrito de Pescaria Brava, fundado há 154 anos, passará a condição de município no ano de 2012. Uma das regiões mais antigas do Brasil – lembrando que Laguna, onde está localizado, é do século 17 –, a localidade preserva cenários da arquitetura açoriana e vive um singelo cotidiano.





Fotos: Anderson Paes / Janeiro 2011

Veja também a reportagem da Unisul TV sobre o aniversário de 154 anos de Pescaria Brava (via @BlogdoRafael): Pescaria Brava comemora 154 anos de fundação

22 de mai. de 2011

Kite Surf no litoral sul

IMBITUBA, SC, BRASIL — Um dia de vento forte e mar agitado na praia norte de Itapirubá, litoral sul de Santa Catarina.






Outros personagens da praia