30 de mai. de 2011

Nas ruas de Londres















Fotos: Anderson Paes / Agosto 2010

27 de mai. de 2011

A cidade de Tubarão nos próximos 50 anos

No aniversário da cidade, o que os moradores esperam do futuro da região



Dia 27 de maio de 2061. A cidade de Tubarão, agora com 191 anos, segue de mãos dadas com o progresso. O número de habitantes está próximo dos 150 mil. A Avenida Marcolino Martins Cabral agora tem sentido único e vai do Bairro Passagem até Oficinas.

As novas pontes permitem a travessia do rio em vários trechos, onde a Expedicionário José Pedro Coelho se tornou uma grande avenida – também de mão única –, seguindo o curso do rio.

O espaço do antigo aeroporto virou parque público, com um grande campo gramado e ciclovia, quadra poliesportiva, mesas para piquenique. As margens do rio também ganharam tratamento de área de lazer.

E por falar em rio, o rio Tubarão conta agora com um sistema de Aquabus, uma espécie de barco de transporte de passageiros que permite cruzá-lo e também percorrê-lo com passagens por vários pontos de parada. Existe também o passeio até a lagoa de Santo Antônio dos Anjos, no centro de Laguna. Um programa de despoluição trouxe de volta alguns tipos de peixe.

A cidade, desde 1974 traumatizada com a enchente, encontrou soluções para lidar com as cheias da bacia do rio Tubarão. Pequenas barragens e canais paralelos, que permitem que o rio flua naturalmente e absorva a força das águas para gerar eletricidade, foram instalados em parceria com os demais municípios por onde o rio passa.

Em Jaguaruna, o aeroporto regional passou a ser parte do cotidiano da cidade azul. O acesso via Congonhas se tornou a melhor alternativa para os momentos de trânsito pesado na BR-101, uma vez que por aqui a realidade automobilística ainda não alcançou o que há de mais moderno no resto do mundo.

Mas o que nos trouxe a esse futuro foi, principalmente, o investimento em segurança e educação. População que vive em paz e tem conhecimento trabalha tranquila e aumenta a produção, permitindo que a economia da cidade continue a crescer.

O trecho acima é a visão de um futuro possível para o município de Tubarão, baseado nas ideias que tubaronenses demonstraram em conversas sobre o desenvolvimento da região. Apesar dos problemas crônicos dos dias atuais, como os do trânsito, segurança e meio ambiente, a população é otimista e critica principalmente as atitudes políticas para que a região possa progredir. Também lembram assuntos que merecem a atenção desde já.

"Segurança, parque de lazer e trânsito melhor para os próximos 10 anos, no máximo", é o que espera o jornalista tubaronense Gabriel Guedes, que reside no Rio Grande do Sul.

Guilherme Marcon, advogado e professor universitário, está "preocupado com a segurança: aumento do tráfico, homicídios, furtos e roubos”. Marcon comenta que “há cerca de cinco anos só convivíamos com os crimes pela mídia" e espera atitudes imediatas para estes casos. Para o futuro da cidade aposta no Comércio e Indústria, que para ele "estão no caminho certo", e sonha ainda ver Tubarão com locais públicos de lazer e um forte time de futebol: "É o que o povo gosta. Tubarão já teve um dos melhores clubes de Santa Catarina, que sempre chegava nas finais e teve aquela campanha memorável na Copa Sul-Minas". O advogado lembra ainda das águas termais da região e de Willy Zumblick: "Com a duplicação (da BR-101), a região estará mais acessível: as fontes de águas termais, o Museu Willy Zumblick, poderão receber mais visitas", acredita.

"Desejo sempre me orgulhar da cidade onde eu nasci. Espero que prospere ainda mais e que as lideranças (políticas) trabalhem para trazer indústrias fortes, empregos para a região."
Vitor Sandrini Castelo Branco, agrônomo

Educação também está entre os pontos lembrados pelos moradores. A Professora Helena Schmid, da Escola de Educação Básica 'Manoel José Antunes' diz que "há sempre o que melhorar em relação ao ensino público, principalmente nas séries iniciais, mas alguma coisa já está sendo feita – o uso de material didático e a capacitação constante de professores” e espera “que o futuro seja ainda melhor, que a sociedade invista na educação desses jovens para que assim se crie melhores oportunidades de conhecimento e desenvolvimento". Helena ainda ressalta: "É preciso investir no professor. Não se pode esperar que a educação melhore sem pensar naquele que manipula suas ferramentas, que interage na sociedade".


Vista da Avenida Marcolino Martins Cabral

Nesse conto de ficção tubaronense, podemos imaginar ainda uma cidade com representatividade suficiente para não depender de barganhas e eternas reuniões para captar investimentos. Dívidas bem administradas para os resultados de médio e longo prazo que a população aguarda, independentes do intervalo entre eleições. Um sonho tubaronense, bastante esperançoso para as próximas décadas.

Fotos: Anderson Paes
* Durante a primeira semana de Maio foram ouvidas 12 pessoas de diferentes bairros da cidade.

26 de mai. de 2011

Repórter Fotográfico no Cinema

Jornalista é figura fácil no cinema. Filmes como Todos os homens do presidente, A Caçada, O Jornal, Nos bastidores da Notícia, por exemplo, retratam alguns tipos desses profissionais.

Mas o personagem do repórter fotográfico costuma ter uma realidade diferente, inclusive nos filmes. Levam uma vida mais realista, talvez por poder retratar uma "verdade" crua. Não têm que se explicar com palavras – nem evitar a opinião.

Separei alguns personagens de alguns filmes que vi e revi. Personagens que vivem conflitos parecidos e ao mesmo tempo diferentes: as contas para pagar, a objetividade, a sobrevivência, a "realidade".


Reprodução / ©Metro-Goldwyn-Mayer Studios Inc.

Sob fogo cerrado (1983): Nick Nolte vive o repórter fotográfico Russell Price, que se vê envolvido com a guerrilha que luta para livrar a Nicarágua da ditadura militar. Tudo isso após o assassinato de Alex Grazier (Gene Hackman).




Reprodução / ©Miramax.

Cidade de Deus (2002): Alexandre Rodrigues é Buscapé. O rapaz da favela Cidade de Deus que sem querer vira fotógrafo de um jornal do Rio de Janeiro. Encarando o medo e as oportuniddes.




Reprodução / ©Metro-Goldwyn-Mayer Studios Inc.

Salvador (1986): James Woods é um jornalista desempregado e com contas para pagar. Decide ir até El Salvador, como freelancer, durante a ditadura militar para tentar vender algum material. É a vida!




Reprodução / ©United Artists.

Apocalypse Now (1979): Dennis Hopper é um repórter fotográfico, não nomeado no filme, que decidiu seguir o Coronel Walter E. Kurtz – uma pessoa que mudou ao viver a guerra e montou um exército popular independente.




Reprodução / ©Sony Pcitures

Homem-Aranha (2002): Tobey Maguire encarna Peter Parker, o super-herói que também tem contas para pagar. Vende auto-retratos e algumas outras imagens para um jornal. Ficção, mas o editor é bem realista ao pagar pelas fotos.

25 de mai. de 2011

Um distrito, uma cidade



O distrito de Pescaria Brava, fundado há 154 anos, passará a condição de município no ano de 2012. Uma das regiões mais antigas do Brasil – lembrando que Laguna, onde está localizado, é do século 17 –, a localidade preserva cenários da arquitetura açoriana e vive um singelo cotidiano.





Fotos: Anderson Paes / Janeiro 2011

Veja também a reportagem da Unisul TV sobre o aniversário de 154 anos de Pescaria Brava (via @BlogdoRafael): Pescaria Brava comemora 154 anos de fundação

22 de mai. de 2011

Kite Surf no litoral sul

IMBITUBA, SC, BRASIL — Um dia de vento forte e mar agitado na praia norte de Itapirubá, litoral sul de Santa Catarina.






Outros personagens da praia



Toda forma de protesto

Enquanto no Brasil um protesto causa confronto entre civis e policiais, no Canadá, sempre no dia 20 de abril, as pessoas se reunem para fumar maconha. Sim, sem problemas legais! Tanto aqui quanto lá a maconha é ilegal, o que me chama a atenção nessa história é a liberdade de defender ideias.

"Eu posso não concordar com as palavras que dizes, mas defenderei até a morte o direito de dizê-las" Voltaire


Bandeira do Canadá com a folha da maconha

Protestar e defender ideias é algo elogiável ao norte do Equador. Existe um movimento comum nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e Nova Zelândia, que se repete todo ano às 4:20 da tarde do dia 20 de Abril (4/20, no formato americano). As pessoas se reúnem em praças e outros lugares públicos e fumam maconha. Assim como os panelazos argentinos, o 'beijaço' contra a homofobia. Livre. Normal.

Muitas lendas surgiram a partir número 420 e sua ligação com o consumo de maconha. Dizem até que tem a ver com o código penal americano. Mas a coisa toda (pelo menos essa é a ideia mais difundida) surgiu nos anos 70 mesmo, quando estudantes da Califórnia (EUA) saíam da aula e se encontravam às 4h20PM para fumar. E naquela época pós-Vietnã a ideia pegou.



Em Vancouver, no Canadá, o mesmo evento se repete. As pessoas se reúnem na praça da Galeria de Arte e montam quase que uma feira. Há vendedores – aqui traficantes – e pequenas barracas que vendem bandeiras, camisetas e lembranças da ocasião. A polícia canadense apenas organiza o trânisto e monitora o ambiente. Um protesto pacífico e sob os olhares de muitos turistas.





Fotos: Anderson Paes / Abril 2010

Leia também o artigo de Bruno Torturra (@torturra), da Revista Trip: Não somos conduzidos, conduzimos

18 de mai. de 2011

Pesca da tainha em Laguna


Os melhores pescadores

Os pescados

De volta à terra. Ao lado 'Mobdick' (Moby-Dick)

Tão perto da água

Fotos: Anderson Paes

Da janela do 5º andar

Série de fotos a partir da janela do 5º andar de um prédio na Praia do Flamengo, Rio de Janeiro (RJ)



'Partidas, chegadas'



Carregadores




Fotos: Anderson Paes / Abril 2006

17 de mai. de 2011

Os chineses de Vancouver

Uma das maiores comunidades chinesas do mundo está no Canadá

A Chinatown de Vancouver, na costa oeste canadense, é a maior do país e uma das maiores do mundo. Quando morava no centro de Vancouver, e costumava frequentar o local, pude registrar algumas imagens.





As cores ficam para um próximo post.
Fotos: Anderson Paes / Fevereiro 2010