E a Tunísia viu que podia reclamar dos altos preços dos alimentos, do desemprego e corrupção. O povo foi às ruas e destituiu seu presidente – que abandonou o país rumo à Arábia Saudita. A discussão política ainda segue, ofuscada pelo capítulo egípcio.
E se o povo de Túnis pode, por que não no Cairo? O Egito, inspirado na atitude da Tunísia, exige a renúncia de seu presidente, Hosni Mubarak, de 82 anos – há 30 no cargo. O presidente, aos poucos, parece ceder à pressão popular – já diz que não será mais candidato nas próximas eleições. Sem números oficiais, a ONU diz que o número de mortos pode chegar a 300.
A revolta tunisiana serviu de exemplo em todo mundo árabe. No mesmo caminho estão Jordânia, Síria, Iêmen, Marrocos, entre outros. No Iêmen, o presidente desistiu de se candidatar à reeleição novamente. O rei da Jordânia nomeou um novo primeiro-ministro após protestos contra a política econômica adotada.
A população parece ter visto que pode mudar. Imagine quando os chineses, venezuelanos, cubanos, iranianos, dentre tantos outros, começarem a exigir algumas mudanças sinceras... aí sim haverá revolução popular – se nenhum líder quiser para si a revolução.
Entre presidentes e ditadores
Uma dúvida que surge em situações como essa é imposta pela mídia. Eles são sempre noticiados como presidentes, mas basta ter um protesto que viram ditadores. Por quê?




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